Antonio Guedes Alcoforado

Cadeira 01

"Zome: bom senso e fé", biografia de Francisco Guedes Alcoforado de autoria de Antonio Guedes Alcoforado.

ISBN-13: 9788592052522
ISBN-10: 8592052521
Ano: 2016 / Páginas: 128
Idioma: português
Editora: Edição do autor

SÍNTESE DA OBRA:
Órfão de pai aos quatro anos, recebe o apelido de Zome;


Aos dez anos é vaqueiro, aos treze é vaqueiro de Mário Freitas;

Agricultor, com a mãe e irmãos plantava banana, tabaco, algodão, etc;

Autodidata, aprendeu a ler e escrever;

Descobriu que era bom com números, fazia as quatro operações de cabeça.
Inventava o futuro, tinha fé e expectativas positivas;

Um dos moradores inaugurais do bairro Oeiras Nova;

Barbeiro profissional por dez anos;

Instalou o primeiro comércio do bairro Oeiras Nova;

Junto com sua irmã Isabel, administrou o Bar Dois Irmãos a partir de 1970;

Zome e Doninha viram Oeiras Nova crescer enquanto criavam os filhos;

No livro, há peraltices e travessuras dos filhos e de outros;

Outros personagens da envolvente história: Mário Freitas, Dom Edilberto Dinkelborg, Luís Carlos Prestes e Irmã Caldas;

Surpreenda-se com a história envolvente de Zome.

"Cenas de Oeiras: Bar Dois Irmãos", livro de contos organizado por Antonio Guedes Alcoforado.

ISBN-13: 9788568904626
ISBN-10: 8568904629
Ano: 2017 / Páginas: 40
Idioma: português
Editora: Illuminare

Sinopse: Quando se tem uma história VIVA com um lugar as memórias nos trazem pessoas, fatos e acontecimentos que fazem parte da nossa vida. É esse o caso dos autores que possuem uma história de carinho com o Bar Dois Irmãos na cidade de Oeiras - PI. Casos e acasos ocorridos dentro desse ponto quase que turístico de uma cidade com mais de 300 anos. Um livro histórico, cultural e criativo onde cada autor versa em prosa sobre memórias marcantes deixadas por esse lugar tão típico.

Autores: Adão Luis Guedes Rodrigues, Antonio Guedes Alcoforado, Francisco Alves de Carvalho Neto, João Edilberto Alves de Carvalho, José Luiz Guedes Alcoforado, Maria do Socorro Alves Alcoforado Costa, Miquéias Guedes Rodrigues, Paulo Augusto Marques de Sousa, Raimundo Nonato Marques de Sousa, Rildon Nogueira do Nascimento, Sebastião Guedes Rodrigues e Telma Viana. 

conto "A Passageira" (by Antônio Guedes Alcoforado)

Eram os anos de 1979, 1980, 1981 e 1982. Eu trabalhava fazendo os fechamentos diários e mapas de viagens da empresa viária "Jaicoense", conveniada com o Bar Dois Irmãos, onde fazia sua parada.

Em cada mapa constava a rota da viagem, o nome do motorista e cobrador, nome de cada passageiro com procedência e destino, além do valor da passagem.

Devia haver por volta de dez rotas de ônibus que passavam em Picos, Gaturiano, São João da Varjota, Oeiras, Colônia do Piauí, Simplício Mendes, São João do Piauí, Santo Inácio, Campinas, além de outras cidades e seus muitos povoados.

Os mapas eram fechados após as passagens de todos os ônibus, então trabalhava obrigatoriamente à noite a partir das dezenove horas.

Algumas vezes precisaria cobrir a ausência de meu pai, Zome, durante a passagem dos ônibus, isto é, ficaria de plantão extraindo bilhetes de passagens.

Assim, em 1979 ou 1980, ele foi demonstrar aos meus olhos curiosos como fazer aquele trabalho. Era um dia cheio, muitos estudantes retornavam para suas localidades, era o fim das aulas.

Zome precisou estar dentro do ônibus para extrair os bilhetes de passagens com os passageiros já nos seus devidos assentos. Houve um burburinho na parte final do ônibus, para lá seguimos extraindo bilhetes de passagem e para ver o que acontecia.

Eram fãs conversando com uma atriz de televisão que se apresentou a todos nós, dizendo ser piauiense que retornava em visita aos parentes. Ela contabilizava uma ou duas participações em novelas.

Chegando em casa, o nome da atriz foi esquecido. Zome foi até o quarto das minhas irmãs onde na parede estavam afixados pôsteres de diversos artistas. Não chegou a um denominador final.

Outras pessoas presentes no ônibus afirmavam ser a atriz piauiense Natália do Valle após seu primeiro personagem de sucesso na novela "Gabriela" de 1975.

"Pets Companhia", livro de contos e poesias organizado por Antonio Guedes Alcoforado.

ISBN-13: 9788568904558
ISBN-10: 8568904556
Ano: 2016 / Páginas: 40
Idioma: português
Editora: Editora Illuminare

Sinopse: prosa e verso de nossos animais de estimação. Escritores talentosos se deitam sobre as folhas para escrever poesias contos e crônicas sobre animais de estimação, valorizando esses nossos amigos de todas as horas.
Um livro delicado, divertido e sentimental.

Autores: Adnelson Campos, Ana Paula Barbosa, Antônio Guedes Alcoforado, Carlos Arinto, Carlos Asa, Edna Guedes Aguiar, Fábio Gomes Borges, Guadalupe Navarro, Isidro Sousa, Ivete Irene, João Marcos Borges, Leila M. N. do Nascimento, Lorena Caribé, Luiggi Steffan, Madalena Cordeiro, Maria de Jesus R. G. Alcoforado, Maria do Socorro A. A. Costa, Mário Resmin Jr, Raquel Bueno, Robert Lima e Roseane Rego.

Conto: Cão? Não quero (by Antônio Guedes Alcoforado)

- Dona Nilza, seus exames estão todos dentro do desejado. Diabetes, colesterol, triglicerídeos, etc. Tudo está controlado. Ano após ano tomando injeções de insulina diariamente, enfim, sua dieta foi exemplar, parabéns pelo esforço.

- Obrigado doutor.

- Para melhorar sua ansiedade e seu estresse, sugiro que a senhora crie um animal de estimação.

- Cão? Não quero.

- Um cão pequeninho, não quer? Pois pense em ter um gatinho dentro de casa.

- Não, doutor. Dão trabalho demais. Latem ou miam e bagunçam. Não quero, nem gosto. Detesto bichos dentro de casa. Meu passatempo é croché. Imagina, vão acabar com meus novelos de linha. Não dá.

- Faria bem, cuidar de um bichinho. Acariciar. Deitar junto na cama. Que tal?

- De jeito nenhum. A cama é só minha. Eles têm dentes e mordem. Um ferimentozinho, em mim, demora a cicatrizar devido à diabetes.

- Animais retornam o carinho que você dá para ele.

- Eles não me entenderiam. Gosto de tudo em seu lugar.

- Mas a senhora mora só, já tem mais de setenta e cinco anos, sem marido.

- É verdade.

- Seis filhos criados, adultos, moram em outras cidades, todos com suas próprias famílias. Conversar, dialogar com bichos lhe fará um bem enorme.

- Converso bastante com minhas plantas. Meu jardim dá gosto de ver. Flores e mais flores chamam a atenção dos passantes: espirradeiras, lírios, jasmim...

- E animais?

- Sim, eu tenho mais de vinte.

- Mesmo?

- Cuido bem delas, me dão pouco trabalho, só troco água diariamente e as alimento.

- Vivem todas dentro de sua casa?

- Não. Nenhuma. Todas em meu quintal. Sujam pouco, e lavo periodicamente. Não gosto de bichos dentro de casa.

- Faz caminhada com uma delas? Para sair do sedentarismo...

- Não, de jeito algum. No quintal elas passeiam, cantam e até se reproduzem. Aplico vacinas e vitaminas através da água. Elas não reclamam.

- Possui um bom quintal?

- Sim, mantenho o costume do povo piauiense em manter quintal. Um verdadeiro pomar.

- E o passeio diário?

- Caminhada? Faço sozinha toda tarde quando vou comprar pão ou aos domingos, quando vou à missa.

- Não é o ideal, mas ao menos isso, está bem.

- Outro dia cai em plena rua, na calçada do vizinho. Imagina se eu andasse com um bichano puxado pela coleira. Cairia ainda mais vezes. Os ferimentos ainda estão aqui, vão demorar a cicatrizar.

- E quais bichos de estimação lhe dão tanto prazer em criá-los? Ao ponto de ter mais de vinte em seu quintal?

- Galinhas. E dois galos que cantam e me acordam cedo. São dóceis e ainda vão parar na panela vez ou outra. Tenho receitas saborosas.

- Ah! Não vale. Eu vou parar por aqui. - Diz o médico caindo na gargalhada.